
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
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Mario Quintana - Esconderijos do Tempo
Mario Quintana - Esconderijos do Tempo
2 comentários:
Mário... suas palavras sempre tão lindas...
Sigo-te!
Amei teu espaço
Beijos
Obrigada pelo carinho!
Seja bem vindo!
Beijos
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