quinta-feira, 8 de julho de 2010

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Compensará a minha presença banal
A rubra flor que esqueço de te dar?


Conseguirá a tua presença justa, literária, musical,
Personificar jardins que as minhas mãos se esquecem de regar?


Quero teu corpo junto ao meu em simetria
Um violino bem afinado de notas fecundas
tocando o meu silêncio mais delicado
com paixão e maestria.


Quero tua música de toques ardentes
Reverberando no fogo que me consome
Melodia imortalizada em teu arco
quando me sentes.


Que sensualidade retumbante
nossos corpos em sinfonia.



-Helena Frontini-