sábado, 8 de janeiro de 2011

Soneto da fidelidade





De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.



Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.



E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama



Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

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Vinicius de Moraes

4 comentários:

Sotnas disse...

Olá, você e seus vocês, desejo que infinita felicidade sempre habite em vocês!
Este eu diria que é um dos meus preferidos poemas de Vinícius, talvez por todo o sentimento que transborda das palavras e invade aquele que o lê! Parabéns pelo belo espaço, repleto de belos poemas e textos bastante interessantes, pra dizer o mínimo.
Agradeço pela visita e perseguição, e desejo que você e todos ao redor tenham iluminada existência, sempre repleta de felicidade, grande abraço e até mais!

Sotnas disse...

Oi voltei pra dizer que gostei também demais da imagem que acompanha o soneto, como fotografo por adoração, gosto deveras destas imagens em detalhes! Até mais!

CARLA STOPA disse...

Grande Vinicius...Adorei seu espaço...

Mailson Furtado disse...

Belo post...

Belo blog...

Parabéns muito bom seu espaço, voltarei aqui mais vezes...

Convido vc a conhcer meu trabalho (poesia, música, teatro)

Ficaria feliz demais!

http://mailsonfurtado.com