quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Canção


Não te fies do tempo nem da eternidade,

que as nuvens me puxam pelos vestidos

que os ventos me arrastam contra o meu desejo!

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,

que amanhã morro e não te vejo!

Não demores tão longe, em lugar tão secreto,

nácar de silêncio que o mar comprime,

o lábio, limite do instante absoluto!

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,

que amanhã eu morro e não te escuto!

Aparece-me agora, que ainda reconheço

a anêmona aberta na tua face

em redor dos muros o vento inimigo...

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,

que amanhã eu morro e não te digo...

(Cecília Meireles)

2 comentários:

Anônimo disse...

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,

que amanhã morro e não te vejo!

Não demores tão longe, em lugar tão secreto,

nácar de silêncio que o mar comprime,

o lábio, limite do instante absoluto!


Que saudade de você Karolzinha :D

beijos amiga linda do meu core

Amo-te!!!

Célia.

Eu e Meus Eus disse...

Que lindoo, Célinha!
Você faz falta, menina.Passei por momentos tão difíceis, mas agora estou bem.
Faz assim, vamos nos falando por e-mail falandopoesias@gmail.com ou em meu novo blog http://di-gital-art-work.blogspot.com/, não vamos nos perder.
Tenho orkut, mas quase não entro lá, os médicos recomendaram repouso, estou seguindo a risca.

Se cuida muito!

Amo-te infinitamente!

Beijos no coração,
Karoliny Santér.